Preferia ouvir o silêncio,
Neste novo normal, onde tudo é esperimental,
Há uma onda, que nos faz andar á deriva,
A tormenta é de experiência mundial,
Mas enfrento-a, porque não tenho alternativa.
Cansado de quem com palavras não dizem nada,
O elouquente do meu eu poeta, é agora fictício,
Se é que falam, eu preferia ouvir o silencio,
Se escrevem, a escrita é confusa e repetida.
No rumo da linha oscilante, um oceano de inépsia,
Que dele se isente o meu pensamento,
Para com veemência, e sempre, e tanto,
Forjar mais umas quadras de poesia.
Porque as estrelas continuam brilantes,
Tornam-se importantes para manter o vigor,
E inspirado por sonhos correspondentes,
Amanhã, prometo poetizar amor.
De Albino Lima